Hotel
Caroline ficava sentada em frente a um hotel todos os
dias a mesma rotina, pegava um livro e se sentava na porta daquele Hotel não
muito luxuoso.
Aquilo
era como um hábito, saia do trabalho ás cinco e ficava ali até as oito da
noite, para muitos era coisa de gente louca, para ela era uma maneira de se
lembrar dele.
Bem...
ela não gostava de comentar sobre ele, era um assunto muito pessoal mas se você
insistisse acredite, iria levar um tapa
no meio da cara como aconteceu com umas outras pessoas atrás. Ele era o super-
herói dela era uma inspiração. E porque ela se sentava todos os dias ali? Irei te
contar mas não comente com mais ninguém pois, se ela descobrir sobre isso acho
que eu não estaria aqui para testemunhar.
Esse
super-herói era na verdade seu pai, sua inspiração seu canto de aconchego, sua
vida ou uma parte dela. Naquele mesmo hotel que seus pais se conheceram e foi
no mesmo lugar que se separaram, mas não se separaram de uma forma de que ela pudesse
vê-lo nos finais de semana, ele se foi de um jeito físico, mas nunca
espiritual.
O
super-herói se foi em uma noite chuvosa e fria, com muita neblina não dava para
enxergar muita coisa naquele local, e lá estava ele com sua mãe revivendo o dia
em que se conheceram em seu aniversário de casamento, até que (como sua mãe lhe
contava) um carro cortou a escuridão que lá fazia e os faróis vieram na direção
deles, não tiveram tempo de nada apenas dele cobrir sua esposa com os braços, e
a protege-la.
Quando
eles estraram em coma Caroline estava no hospital vendo seus pais na UTI a
situação era grave pelo acidente, dois dias depois houve a terrível noticia,
ela não gostava de falar dessa parte até porque é muito trágica. Seu pai havia
falecido e apenas sobrou sua mãe. Ela dizia que parecia que uma parte de si
havia indo embora, que uma parte de seus sentimentos havia sido arrancada
brutalmente de seu peito e só restava a outra metade que estava deteriorada, e
ela forçava para que ela se recuperasse.
Parecia
que deus ouviu suas preces e sua mãe saiu do hospital depois de um mês em coma,
mas ainda há sequelas, como tudo tem uma consequência sua mãe teve uma profunda
depressão até que foi obrigada a ir em um centro psiquiátrico para se tratar
por causa de sua ‘’loucura’’ absurda.
Agora
Caroline estava sozinha apenas morando em um apartamento mofado, indo trabalhar
as sete e voltando a cinco e como de costume ficar sentada em frente de um
hotel como tudo começou.
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